terça-feira, 21 de abril de 2015
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1 comentários :
Simonides de Ceos dizia: “A pintura é poesia muda; a poesia é pintura falada!” Mas do que um primoroso jogo de palavras, Simonides estava com esse epigrama tentando definir o estatuto da memória conforme ele a concebia: a poesia é pintura falada por que retrata cenas épicas já ocorridas, no passado, e as representa, faz de novo aparecer as imagens como lembranças. A pintura é sempre presente no ato de percebê-las. Por sua vez, a pintura é poesia falada por que o sentido das cenas pintadas é dado pelas narrativas antigas, pela poesia muda e relembrada ao perceber a cena pintada. Vemos que o autor não separa as lembranças do contexto oral. A lembrança fala na pintura e na poesia. A memória é para ele um instrumento da linguagem, contra seus contemporâneos que faziam da memória um instrumento do espiritual, uma meditação não reclamada. Há um episódio lendário que ilustra o uso da memória para fins persuasivos e pragmáticos, o episódio do banquete em que os gêmeos Castor e Pollux o salva de um desastre, e sua memória é usada para identificar os corpos das vítimas desfiguradas. Com licença poética, usei essa lenda e a adaptei para Homero, menos para confundir, mais para reforçar a tese de que Homero também era tributário dessa mnemotécnica inventada por Simonides, embora Homero tenha entrado para os anais como um poeta inspirado, um cego que ouviu a musa lhe revelar as suas fabulosas tessituras literárias. A musa de Homero era uma poetisa muda, enquanto a técnica de Simonides era uma pintura que falava!
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